quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Artes------- Hiper-realismo

Hiper-realismo

É um estilo de pintura e escultura, que procura mostrar uma abrangência muito grande de detalhes, tornando a obra mais detalhada do que uma fotografia ou do que a própria realidade. Visa alcançar a perfeição nos teus mínimos detalhes. Não expressar um ponto de vista ou formas abstratas esim trazer a sensação de estar olhando uma foto.
 O termo remete a uma tendência artística que tem lugar no final da década de 1960, sobretudo em Nova York e na Califórnia, Estados Unidos. Os artistas dessa corrente artística utilizavam o recurso da ampliação fotográfica, derivada da Pop Art - movimento iniciado no EUA na década de 60 do século passado que tinha como alvo principal toda cultura de massa. O Hiperrealismo aliou essa técnica ao uso de uma meticulosa iluminação e de reflexos naturais e artificiais, que conferem uma qualidade visual fantástica a imagens cotidianas, tais como: lojas de alimento, automóveis e reflexos em fachadas de vidros. 

Principais características e técnicas


 Suas principais características se definem resumidamente na precisão dos detalhes das pinturas, como a sombra, luz, brilho, textura. Seus temas são coisas reais, como pessoas, paisagens,animais, esculturas, são imagens pré fabricadas e com cores super realistas, geralmente confundidas com fotografias. As técnicas usadas são o uso do aerógrafo (airbrush), por exemplo - que nunca toca a tela eque, portanto, não deixa impressas as marcas do gesto e do pincel - permite o controle da quantidade de tinta a ser empregada e sua distribuição regular: cada área do quadro é pintada do mesmo modo. Apintura obtida, nesse caso, é lisa, sem texturas nem empastes, sendo bem mais difícil de produzir doque o modo convencional. 

Museu pego fogo------Atualidades

Museu Nacional: o que tinha no acervo consumido pelo fogo

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, consumido por um incêndio na noite deste domingo, conta com um dos maiores acervos de antropologia e história natural do país - são cerca de 20 milhões de itens.
Localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, é o museu mais antigo e uma das instituições científicas mais importantes do Brasil.
Fundado por Dom João 6º no dia 6 de agosto de 1818, o museu acabou de completar 200 anos.
Atualmente, era administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, por ser universitário, tinha caráter acadêmico e científico.
Muitas peças do acervo são exemplares únicos - de esqueletos de dinossauros a múmias egípcias, passando por milhares de utensílios produzidos por civilizações ameríndias durante a era pré-colombiana.

1. Luzia

Entre os itens provavelmente destruídos pelo fogo, está uma das principais atrações do museu: o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, batizado de Luzia.
Descoberto em 1974 pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, em Minas Gerais, teria 11.300 anos.

2. Sala dos dinossauros

Um dos grandes destaques da coleção de paleontogia é o esqueleto Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil. A ossada também foi encontrada em Minas Gerais.
Após um ataque de cupins na base de sustentação, em 2017, o Maxakalisaurus topai foi desmontado e guardado em caixas em um canto da sala de dinossauros, que foi fechada. O espaço foi reaberto em julho deste ano, após uma campanha de financiamento coletivo na internet.
Incêndio no Museu Nacional do Rio de JaneiroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionHidrantes próximos ao Museu Nacional não estavam funcionando, segundo os bombeiros
De acordo com seus catálogos, o Museu Nacional possui uma das mais importantes coleções paleontológicas da América Latina, totalizando 56 mil exemplares e 18,9 mil registros.
A coleção consiste principalmente de fósseis de plantas e animais, do Brasil e de outros países, além de reconstituições e réplicas.

3. Meteorito Bendegó

A coleção conta ainda com o meteorito Bendegó, encontrado em Monte Santo, na Bahia, em 1794. Com 5.260 kg, a peça está na instituição desde 1888.
Por se tratar de um objeto metálico pesado, pode ser um dos poucos itens do museu que tenha sobrevivido às chamas.

4. Caixão de Sha Amun en su

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional é considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente - com múmias e sarcófagos.
O caixão de Sha Amun en su é uma das atrações mais populares da seção. Trata-se de um presente que Dom Pedro 2º recebeu, em 1876, em sua segunda visita ao Egito.

5. Trono de Daomé

Outra raridade do acervo é o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do rei ao príncipe regente Dom João 6º, em 1811.

6. Coleção de arqueologia clássica

Uma das coleções mais valiosas do museu é a de arqueologia clássica, composta por 750 peças das civilizações grega, romana e etrusca.
Devido ao tamanho e ao valor, foi considerada o maior do gênero na América Latina.

7. Artefatos de civilizações ameríndias

O acervo de etnologia tinha artefatos da cultura indígena, como objetos raros do povo Tikuna, e afro-brasileira, além de itens de culturas do Pacífico. Havia pelo menos 1.800 artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
Segundo a historiadora Heloísa Bertol Domingues, o museu foi concebido nos moldes de instituições europeias. Na época da inauguração, quando o local ainda se chamava "Museu Real", Dom Pedro 1º escreveu que o objetivo era "propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Reino do Brasil".

'Tragédia para o Brasil e para o mundo'

Em nota, o Museu Nacional afirmou que ainda está mensurando os danos ao acervo.
"É uma enorme tragédia. A hora é de união e reconstrução. Infelizmente, ainda não conseguimos mensurar o dano total ao acervo, mas precisamos mobilizar toda a sociedade para a recuperação de uma das mais importantes instituições científicas do mundo", afirmou Alexander Keller, diretor do Museu Nacional, no texto.
A doutora em antropologia Alba Zaluar, que estudou no museu, classificou o incêndio como "uma imensa tragédia para o Brasil e para o mundo".
"O acervo do Museu Nacional é uma coisa única no Brasil, não tinha nada igual no país", afirmou Zaluar à BBC News Brasil.
"O prédio foi residência da família real. Tinha uma biblioteca da área de antropologia importantíssima. Estamos arrasados."
O presidente Michel Temer (MDB) disse, em nota, que o incêndio causou uma perda "incalculável ao Brasil".
"Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos os brasileiros", escreveu.

Prédio não teria alvará, segundo bombeiros

O incêndio começou às 19h30, quando o museu estava fechado, e só havia quatro seguranças no interior. Não foram registradas vítimas.
A reportagem da BBC News Brasil esteve no local. Em meio a um cenário de desespero, cidadãos ofereciam ajudam aos bombeiros para tentar debelar o fogo. Por volta das 23h20, o incêndio ainda não estava controlado.
Incêndio no Museu Nacional do Rio de JaneiroDireito de imagemREUTERS
Image captionBombeiros disseram que os hidrantes próximos ao museu não estavam funcionando
Segundo o coronel Roberto Bobadey, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, membros da corporação tiveram problemas para encontrar água em hidrantes da região.
"Os dois hidrantes mais próximos estavam sem carga. Estamos usando o lago da Quinta da Boa Vista e de carros-pipa", disse.
O coronel também afirmou que o prédio não tinha alvará dos bombeiros para funcionar.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

Romantismo-----------Artes

Romantismo

Introdução (definição) e principais características

Podemos definir o Romantismo como um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.

O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.

As características principais deste período são: valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.

Artes Plásticas

Nas artes plásticas, o romantismo deixou importantes marcas. Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix são os maiores representantes da pintura desta fase. Estes artistas representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos em suas obras de arte. Na Alemanha, podemos destacar as obras místicas de Caspar David Friedrich, enquanto na Inglaterra John Constable traçava obras com forte crítica à urbanização e aos problemas gerados pela Revolução Industrial.

Literatura

Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram: amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destacam-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.

Música

Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de todos os recursos da orquestra. Os assuntos de cunho popular, folclórico e nacionalista ganham importância nas músicas.

Podemos destacar como músicos deste período: Ludwig van Beethoven (suas últimas obras são consideradas românticas), Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn, Frédéric Chopin, Robert Schumann, Hector Berlioz, Franz Liszt e Richard Wagner.

Teatro

Na dramaturgia o romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhecidos desta época foram Goethe e Friedrich von Schiller. Victor Hugo também merece destaque, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almeida Garrett.

O ROMANTISMO NO BRASIL 

Em nossa terra, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas questões sociais e políticas do país. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a religiosidade cristã, a importância de nossa natureza, a formação histórica do nosso país e o cotidiano popular.

Artes Plásticas

As obras dos pintores brasileiros buscavam valorizar o nacionalismo, retratando fatos históricos importantes. Desta forma, os artistas contribuíam para a formação de uma identidade nacional. As obras principais deste período são: A Batalha do Avaí de Pedro Américo e A Batalha de Guararapes de Victor Meirelles. 

Literatura romântica brasileira

No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta de três gerações:

1ª Geração - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.

2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultrarromântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.

3ª Geração - conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. Textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão, no poema Navio Negreiro.

Música Romântica no Brasil

A emoção, o amor e a liberdade de viver são os valores retratados nas músicas desta fase. O nacionalismo, nosso folclore e assuntos populares servem de inspiração para os músicos. O Guarani de Carlos Gomes é a obra musical de maior importância desta época.

Teatro

Assim como na música e na literatura os temas do cotidiano, o individualismo, o nacionalismo e a religiosidade também aparecem na dramaturgia brasileira desta época. Em 1838, é encenada a primeira tragédia de Gonçalves de Magalhães: Antônio José, ou o Poeta e a Inquisição. Também podemos destacar a peça O Noviço de Martins Pena.

Att nouveal

Art Nouveau ou Arte Nova foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX na Bélgica, fora do contexto em que normalmente surgem as vanguardas artísticas. Vigorou entre 1880 e 1920, aproximadamente. Existia na sociedade em geral o desejo de buscar um estilo que refletisse e acompanhasse as inovações da sociedade industrial.
A segunda metade do século XIX marcou uma mudança estética nas artes, a inspiração na antiguidade vigorava desde o século XV, e as fórmulas baseadas no Renascimento começam a dissipar-se dando lugar a Arte Nova, que se opunha ao historicismo e tinha como tônica de seu discurso a originalidade, a qualidade e a volta ao artesanato.
A sociedade aceitou novos objetos, móveis, anúncios, tecidos, roupas, joias e acessórios criados a partir de outras fontes: curvas assimétricas, formas botânicas, angulares, além dos motivos florais.
Fosse chamado de “Jugendstil” (Estilo Jovem) na Alemanha, “Modernistas” na Espanha, “Sezessionstil” na Áustria, “Stile Liberty” na Itália ou “Style Moderne” na França, o Art Nouveau era facilmente reconhecível pelas linhas graciosas, exageradas e espiraladas, traços alongados formando arabescos e entrelaçamentos de folhagens e flores e graças a isso ficou conhecido também como “estilo floral”.
Principais características da Art Nouveau:
  • Exuberância decorativa, formas ondulantes e elegantes;
  • Era industrial quebra a autoridade das formas clássico- histórica;
  • Arquitetura dos séculos XVIII ao XIX foi de revivescência;
  • Novos materiais e tecnologias favorecem essa ruptura radical;
  • Formatos de folhagens e contornos sinuosos usados a exaustão, principalmente o formato do lírio aquático;
  • Orientado basicamente para o design;
  • A decoração torna-se elaborada e exótica, as vezes mórbida;
  • O sentido ascendente, entrelaçado e sugere o mover das árvores e das chamas;
  • Com influências das gravuras japonesas, do barroco e do rococó francês.
ARTISTAS E OBRAS
Foi usado com a máxima de eficiência na arquitetura de Antonio Gaudí e do belga Victor Horta, além de aparecer em design de interior por todo o período, em geral.
Na Espanha se destaca a Casa Milá, de Antoni Gaudi pela ausência de linhas retas e planas, a construção parece moldado por algum material mole que depois seca. E as aberturas arredondadas sem simetria dão a sensação de algo gasto pela erosão.
O belga Henry van de Velde – foi um dos maiores expoentes da arquitetura da Art Noveau e pioneiro da Bauhaus.
Alfons Mucha, foi símbolo da Art Noveau em Praga, Republica Checa.
Hector Guimard, autor da edícula da estação do metrô Porta Dauphine em Paris.
O local onde a Art Nouveau foi mais elegante foi na Escócia, em uma escola de Glasgow, principalmente pelo trabalho do arquiteto Mackintosh. A linha tinha um caráter decorativo e linear, tensa e elegante.  Onde era desenvolvida uma ornamentação simbólica, independente da função estrutural do objeto.
O pintor Gustav Klimt interpretou de maneira própria a Art Nouveau em seus quadros.
Outros artistas importantes, além dos citados: Aubrey Beardsley, René Lalique, Charles Rennie, Louis Comfort Tiffany.
SaibaMaisPalau de la Musica Orfeó Catalã, em Barcelona é um teatro maravilhoso, em estilo Art Nouveau, projetado por Lluis Domènech i Montaner, um dos maiores representantes do modernismo da Catalunha. Os vitrais do teto, as colunas estampadas do terraço, os detalhes resumem a suntuosidade desse movimento artístico.

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