domingo, 11 de novembro de 2018

Grafiteiros se reúnem na Casa Oxumaré e protestam contra intolerância religiosa.



Segundo o Dicionário Aurélio, resistência significa “Força por meio da qual um corpo reage contra a ação de outro corpo” ou “Defesa contra o ataque”. Essa última definição explica muito bem o que aconteceu durante a manhã desta terça-feira (06) no Terreiro Oxumarê, que recebeu grafiteiros do Museus de Street Art de Salvador (MUSAS) e de outros coletivos para responder com arte aos ataques de intolerância religiosa sofridos pelo terreiro neste ano. No último dia de outubro, o terreiro, que é um dos mais antigos e tradicionais do planeta, acordou com uma de suas paredes pichadas com os dizeres: "Jesus é o caminho”.
Mais de 10 grafiteiros se colocaram à disposição da Casa, que é tombada pelo Iphan como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na mesma parede pintada com dizeres intolerantes, os artistas grafitaram elementos que representam o candomblé e um Oriki, ou história, sobre o terreiro.
Para Júlio Costa, coordenador do MUSAS, a iniciativa é importante porque “abraça todo o mundo que está envolvido com grafite e pichação”. O coordenador ressaltou que não pretende julgar ninguém, nem mesmo a pessoa ou grupo responsável pela pichação agressiva e que o momento é de se unir e tentar, através de ações como a de hoje, proteger o máximo  de pessoas possível.
“A gente tá atento e com carinho pelos nossos. Vivemos em uma sociedade onde grafiteiros e pichadores ainda não são bem-vistos e precisamos tomar medidas que nos protejam e passem uma imagem diferente”, aponta Júlio Costa.
Ogan da Casa de Oxumarê e presidente do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende contou que além do último ataque que aconteceu contra o patrimônio físico do terreiro, a Casa de Oxumarê também sofreu um ataque virtual no início do ano quando teve sua página do Facebook desativada após sofrer diversas denúncias. O ogan explicou que só conseguiu reativar a página, que tem mais de meio milhão de curtidas, após entrar em contato com o próprio Facebook e resolver a situação.
“Não temos problema nenhum com a Bíblia e nem de longe queremos uma guerra santa. Só queremos que esse respeito seja mútuo. Não fazemos mal a ninguém.”, desabafa Rezende.
Segundo a Sepromi, até o último dia 30 de outubro foram notificados 74 casos de racismo e 36 de intolerância religiosa, totalizando 110 casos atendidos pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo Nelson Mandela. O número já está próximo de dobrar aquilo que foi registrado durante todo o ano de 2017, quando 66 ocorrências foram registradas, sendo 45 de racismo e 21 de intolerância religiosa.
Atriz, jornalista e influenciadora digital, Maíra Azevedo também compareceu ao protesto de hoje. Para Maíra, é importante ressaltar a capacidade que a população negra tem de “transformar a dor em protesto”.
Ailton Ferreira e a Casa Oxumarê estão juntos há mais de vinte anos. Hoje, além de coordenador da Sepromi, ele também é Ogan do terreiro - uma espécie de embaixador da casa com o mundo exterior, como ele mesmo se descreve. Quem contou a Ailton sobre o ataque contra as paredes e crenças do terreiro foi sua filha, que enviou uma foto através do WhatsApp e pegou o Ogan de surpresa: isso porque, segundo Ailton, ele estava tentando “se manter de cabeça fria após tanta briga durante as eleições”. Conta o Ogan que decidiu assistir a alguns vídeos de Divaldo Franco, líder do espiritismo, que falava sobre amor e acolhimento durante tempos difíceis.
Ao receber a foto, Ailton declara que teve seu “transe completamente quebrado” e não soube como reagir.
“É muito complicado quando você tenta buscar um momento de reflexão, inclusive através da mensagem de uma pessoa que nem é da sua religião. Fazendo isso eu acreditava que conseguiria colocar um pouco a cabeça no lugar e me abrir um pouco mais. Só que ao receber a foto eu fiquei completamente paralisado e só conseguia pensar em alguma coisa que justificasse tanta crueldade com nossas crenças. Pior de tudo é que ainda aconteceu dentro do meu terreiro. Dói muito. Dói na memória e na alma”, desabafa o Ogan.
O Babalorixá Roberto de Oxóssi saiu de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, para apoiar a iniciativa no terreiro soteropolitano. Ele conta que também sofreu diversos ataques em seu terreiro e se mostrou preocupado com os recorrentes casos de agressão aos terreiros de candomblé.
“Isso aconteceu em um terreiro grande, reconhecido e tombado em pleno centro de Salvador. Imagina como eu não fico apreensivo em relação ao meu terreiro, que é pequeno e escondido?!”, indaga o babalorixá. 
Legislação
A literatura de Jorge Amado sempre valorizou os costumes da Bahia - e os terreiros de candomblé não ficaram de fora da admiração do autor. A luta de Jorge Amado pela liberdade de expressão religiosa foi além de suas prosas: quando deputado pelo partido comunista, na década de 40, Jorge Amado foi autor da lei que assegura a todos os brasileiros até hoje a liberdade de culto religioso.
Segundo a jornalista e escritora baiana Josélia Aguiar, curadora da Flip em 2017 e 2018,  autora da primeira biografia sobre Jorge (que será lançada em salvador no dia 27, no Palacete das Artes), ele era um combativo congressista a favor da causa da população afro-brasileira e dos mais pobres.
“Desde sempre, ele se interessou muitíssimo por isso. Nos anos 20, Jorge fazia parte de uma literatura que se interessava pelos cultos afro-brasileiros. Na época, como repórter de polícia, cobria frequentemente casos de perseguição aos terreiros pela polícia e viu mesmo terreiros serem destruídos, pessoas serem presas. Hoje, cerca de cem anos depois, depois de tantos avanços nessa questão, talvez, Jorge Amado, ficasse chocado pelo modo com que as coisas regrediram em relação à tolerância. Com a aprovação da lei de liberdade de culto religioso, ele garantiu não só que os terreiros passassem a funcionar livremente, mas também os cultos protestantes.”

Atualidades - ENEM

Enem 2018 teve mutação genética, Minecraft e teoria das eleições e carros 'flex' no 2º dia

O segundo dia de provas da edição 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve questões sobre mutação genética, rastreamento de bagagem nos aviões e corrente elétrica dos peixes. Uma questão que se destacou se inspirou no popular game Minecraft para exigir dos candidatos conhecimentos para calcular a dimensão de um cubo.

Neste domingo (11), o Enem 2018 teve as provas de matemática e ciências da natureza, que engloba as disciplinas de física, química.

Outras questões que caíram no Enem foram inspiradas na fruta atemóia, no Salão do Automóvel de São Paulo, na Lei Nacional Antidrogas, nos pedágios das estradas e nos carros "flex", que funcionam com etanol e gasolina.

Uma questão de matemática citou o artigo 33 da Lei Nacional sobre Drogas, que fala sobre a redução da pena por bom comportamento para os condenados sem ter antecedentes criminais. Para acertar a resposta, os estudantes tinham que calcular quanto, em anos e meses, representa a redução de 1/6 a 2/3 da pena, tempo previsto na lei.

Professor de matemática do COC comenta prova do Enem 2018

O professor de matemática Felipe Pinheiro, do Sistema COC de Ensino, fez a prova do Enem e afirmou que as 45 questões da prova exigiram muito tempo dos candidatos.



‘O Brasil tem Direito para tudo, só não tem emprego’

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou ontem que o Brasil tem muitos direitos trabalhistas, mas não tem emprego e que é preciso destravar a economia. "O Brasil tem direito para tudo, mas não tem emprego. Vamos destravar a economia, esse é o caminho que temos", disse, durante transmissão ao vivo em uma rede social.
"Os empresários têm dito para mim que nós temos de decidir: ou todos os direitos e desemprego ou menos direitos e emprego", afirmou. Bolsonaro disse ainda que "o Brasil é um País dos direitos", todos previstos na Constituição, e que não vai tirá-los.

Em seguida, porém, acrescentou que está ouvindo o setor produtivo e que, para criar vagas de trabalho, precisará atender à demanda dos empresários. "Nós não podemos salvar o Brasil quebrando o trabalhador", disse.
Ele afirmou ainda confiar na equipe econômica que está formando, sob a liderança do economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, com quem se reuniu ontem. "O Paulo Guedes deixou bem claro que quer abrir o mercado, mas que, para isso, tem de diminuir os impostos, senão quebra os empresários brasileiros. Eu confio nele."
Previdência. Sobre as mudanças nas regras da aposentadoria, Bolsonaro disse que recebeu projetos de reforma da Previdência do atual governo e de parlamentares, mas que "pouca coisa pode ser aproveitada para o ano que vem". O presidente eleito demonstrou preocupação especialmente com o gasto público com aposentadorias.
"Nós queremos uma reforma da Previdência, mas não podemos começar com a Previdência pública normal que está aí, dos trabalhadores da iniciativa privada, que desconta os 11% do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Não é por aí. Tem coisa errada. Tem de se rever alguma coisa. Mas a pública é a mais deficitária", afirmou durante a transmissão.
Ele ainda citou a Grécia, que, segundo o presidente eleito, teria adotado um fator previdenciário médio de 30%, como exemplo que não pretende seguir. "O Brasil está chegando a um limite na questão orçamentária, que quase tudo é despesa obrigatória. A questão previdenciária, a despesa tem subido assustadoramente. Não queremos nos transformar no que foi há pouco tempo a Grécia. Agora, todos têm de entender que está complicada a questão da Previdência."
Enem. Bolsonaro aproveitou a transmissão para criticar o que chamou de "ensino da ideologia de gênero" nas escolas e o atual modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste ano, a prova trouxe temas como feminismo, ditadura militar e gírias do universo LGBT: "O que interessa a linguagem daquelas pessoas? Podem ter certeza de que não vai ter questão deste tipo no ano que vem, apenas o que interessa ao futuro do nosso Brasil. Queremos que a molecada aprenda algo que dê futuro. Quer ser feliz com outro homem ou outra mulher, tudo bem, mas não fica enchendo o saco na escola", afirmou.
Ele prometeu que os nomes dos ministros da Educação, Saúde e Relações Exteriores serão anunciados nos próximos dias.
Amazônia. Ainda no transmissão, Bolsonaro demonstrou interesse em permitir que empresas de alguns países explorem os recursos naturais da Amazônia. Ele questionou "por que não fazer acordo" para explorar a região "sem viés ideológico". O presidente eleito ainda disse que pretende avançar com o turismo em áreas protegidas.
"Se tivesse hotéis em áreas protegidas, o meio ambiente estaria preservado. O turismo preservaria o meio ambiente e não essa forma xiita do Ibama."
Embora demonstre interesse em explorar a Amazônia, ele não informou quais setores e países teriam acesso à região. Disse ainda que "parece que 40% das multas (ambientais) aos produtores" vão para organizações não governamentais.

Liberdade de expressão e discurso de ódio na internet e a jurisprudência da CEDH

https://www.conjur.com.br/2018-out-26/direitos-fundamentais-liberdade-expressao-discurso-odio-redes-sociais

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Críticas e música

    A música tem um papel bastante influente na sociedade, incluindo no que diz respeito á divulgação de críticas. Estamos mais acostumados a ver essas críticas sociais no Rap que contribui imensamente a dar voz ás minorias. Mas também há críticas em diversos outros estilos musicais, com diferentes focos, diferentes raízes e consequentemente diferentes públicos o que de forma alguma diminui sua relevância. Um exemplo muito conhecido é a banda Pink & Floyd, extremamente politizada e com um publico gigantesco, porem, trago aqui uma musica(menos conhecida) de minha preferência, de Marina and the diamonds que é inteiramente uma crítica á sociedade e seus valores.




Link para outro video com traducão: https://www.youtube.com/watch?v=E1i9l2KUIIQ



*Espero que tenham gostado da minha escolha  :)

Arte Déco


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Definição

Art Déco é um estilo artístico de caráter decorativo que surgiu na Europa na década de 1920, atingindo os Estados Unidos e outros países do mundo na década de 1930. Este estilo esteve presente na arquitetura, design industrial, mobiliário, moda e decoração. 

História

A Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, ocorrida em 1925 em Paris, pode ser considerada o auge da Art Déco.

Num primeiro momento (década de 1920) seguiu um estilo mais luxuoso, com uso de materiais como, por exemplo, marfim e jade. Nesta fase, a Art Decó ficou muito ligada aos anseios artísticos e culturais da burguesia europeia. 

Imagem relacionadaNo final da década de 1920, quando ganha força nos Estados Unidos, a Art Déco vai para o caminho do design industrial, utilizando-se de materiais que possibilitam a produção em larga escala. Este aspecto fez a Art Déco chegar a grande parte do povo, invadindo a vida cotidiana.

Imagem relacionadaOrigem do nome

Art Decó é uma expressão francesa, abreviação de arts décoratifs (arte decorativa).

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Características principais:

- Linhas circulares ou retas estilizadas;

- Uso de formas geométricas;

- Design abstrato;

- Formas femininas e animais são as mais trabalhadas;

- Influências do construtivismo, futurismo e cubismo;

- Presença marcante na Arquitetura.

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Denúncias de discurso de ódio online dispararam no 2º turno das eleições, diz ONG


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Os dados, obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil, mostram que durante os 21 dias que separaram as duas votações, as denúncias com teor de xenofobia cresceram 2.369,5%, de apologia e incitação a crimes contra a vida, 630,52%, de neonazismo, 548,4%, de homofobia, 350,2%, de racismo, 218,2%, e de intolerância religiosa, 145,13%.

O número total de denúncias mais que dobrou em relação ao pleito de 2014: passou de 14.653 para 39.316 neste ano.
Segundo o Ministério Público Federal, é crime postar na internet, em qualquer plataforma, mensagens que incitem a prática de crimes, "pregando a violência ou o extermínio de grupos e minorias, ou divulgando mensagens de cunho racista".
A SaferNet, que atua desde 2006 na promoção e defesa dos direitos humanos na internet, recebe de maneira anônima e por meio de uma plataforma digital denúncias de atividades cibernéticas que violem esses princípios
A ONG atua em cooperação com o Ministério Público Federal, e a tipificação desses crimes é feita de acordo com o que está no Código Penal e na legislação brasileira.
O salto no número de denúncias de crimes de xenofobia no segundo turno ocorreu, segundo a ONG, principalmente por causa do resultado do primeiro turno das eleições, quando o peso dos votos do Nordeste, em sua maioria pró-Fernando Haddad (PT), fez com que Jair Bolsonaro (PSL) não fosse eleito já naquele dia.
Após o resultado, as redes sociais foram invadidas por comentários como "Nordestino não é gente", "Se o nordestino tivesse a cabeça redonda pensaria melhor" e "Vamos separar o Nordeste do resto do Brasil".
O site denuncie.org.br, que recebe as queixas, registrou 8.009 denúncias de xenofobia entre 7 e 28 de outubro, contra 338 entre 16 de agosto e 7 de outubro.
No mesmo período, as denúncias de apologia e incitação a crimes contra a vida (apologia a tortura, linchamentos, violência física, assassinato etc.) passaram de 1.746 para 11.009; as de homofobia/LGBTfobia, de 422 para 1.478; as de neonazismo (intolerância com base na ideologia nazista de superioridade), de 254 para 1.393; as de racismo, de 531 para 1.159, e as de intolerância religiosa, de 195, para 283.
A única categoria que apresentou uma leve queda no período foi a de violência ou discriminação contra as mulheres. Passou de 1.437 denúncias no primeiro turno para 1.232 no segundo turno, uma queda de 14,26%.
A maior parte do conteúdo denunciado por meio da plataforma da SaferNet estava no Facebook. Entre 16 de agosto e 28 de outubro, 13.592 denúncias foram feitas tendo URLs (os endereços) da rede social. Em segundo lugar vem o Twitter, com 1.509, seguido de Instagram, com 1.088, e do YouTube, com 400.
O Ministério Público Federal tem acesso a todas as denúncias feitas na plataforma da ONG, e a partir desse banco de dados faz suas investigações.
Para o presidente da SaferNet, Thiago Tavares, o aumento na quantidade de denúncias de discurso de ódio reflete a polarização política do País.
"A internet é caixa de ressonância da sociedade. Essas eleições foram muito polarizadas, e isso se refletiu nas redes sociais", diz Tavares à BBC News Brasil.
Segundo ele, o crescimento de denúncias das eleições de 2014 para 2018 também se deve à "produção e difusão em escala industrial de conteúdos enganosos criados para incentivar o ódio, o preconceito e a discriminação".
Para Tavares, a alta circulação de notícias falsas contribuiu para esse aumento do discurso de ódio online.
"Boa parte das fake news tinham alvos claros: mulheres, negros, pessoas LGBT. Então, não surpreendeu que esses grupos fossem vítimas desses ataques", fala.
De acordo com o representante da ONG, houve mais ataques a mulheres no primeiro turno, principalmente por causa do movimento #EleNão - na ocasião, milhares de mulheres foram às ruas pedir para que não se votasse em Jair Bolsonaro, hoje presente eleito, acusando-o de ser misógino e homofóbico, o que ele nega.

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Enem - 2018

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