quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Romantismo no Brasil teve como marco inicial a publicação do livro de poemas de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), intitulado "Suspiros poéticos e saudades", em 1836.
Além dessa obra, a Revista Niterói, publicada nesse mesmo ano em Paris, também foi precursora do movimento romântico na Brasil.
As principais caraterísticas da literatura romântica no Brasil são:
  • Rompimento com a tradição clássica;
  • Amor platônico, idealismo;
  • Idealização da mulher;
  • Subjetivismo e egocentrismo;;
  • Indianismo (tema do índio);
  • Nacionalismo e ufanismo;
  • Culto à natureza;
  • Sentimentalismo exacerbado;
  • Maior liberdade formal;
  • Religiosidade;
  • Evasão e escapismo.

Artes: Hiper-realismo

Hiper-realismo   Grego hyper + francês Réalisme. Inglês Hyper realism. Pintura ou escultura que procura reproduzir a realidade com todos os seus detalhes, sem ater-se às propostas realistas ou naturalistas tradicionais. Tecnicamente o resultado são as cores e o desenho com menos nuances e os traços mais definidos, com os mínimos pormenores reproduzidos. As esculturas mostram todos os pormenores, mas não se confundem com a arte naturalista.
Enquanto movimento, surgiu em meados da década de 1960. No início mais presente nos EUA e Canadá, pretendendo denunciar a desumanização da vida moderna, sobretudo nos gigantescos centros urbanos, mostrando edifícios, casas e ruas como se fossem cenários, não raro transmitindo um sentimento de solidão e melancolia.
Tentou uma reabilitação do figurativismo. Nessa etapa do hiper-realismo, os motivos são cenas cotidianas, aparentemente banais, que compõem o universo da classe média norte-americana, trazendo imagens de motoqueiros em pinceladas contidas e precisas, colorido uniforme, automóveis, ruas anônimas e comuns. Pode servir-se da fotografia para fixar o momento em imagens cristalizadas, refletindo essa realidade tornada estática naquela circunstância. Não se trata, contudo, de uma realidade “fotográfica” mas de uma forma de realismo artístico. Como disse uma crítica “é a ilusão da realidade e a realidade da ilusão”.
Em 1972 o pintor Edward Hopper (1882-1967) foi homenageado em Nova York com uma mostra post-mortem, que o reverenciou como legítimo precursor do movimento. A escola teve mais adeptos nos EUA, entre os quais os norte-americanos: Richard Estes (1932), Audrey Flack (1931), Robert Bechte (1932), Robert Cottingham (1935); e o inglês, John Salt (1937).
No Brasil não teve muitos adeptos, mesmo assim há exemplos de artistas que adotaram, em algum momento, o hiper-realismo, como: Sepp Baendereck (1920-88), Glauco Rodrigues (1939-2004) e Antonio Henrique Amaral (1935), este com suas bananas (Brasiliana 9, Museu de Arte Contemporânea da USP). O movimento é referido igualmente como Superrealismo ou Foto-realismo.

arte 1:arte noveau


ART NOUVEAU

Art Nouveau ou Arte Nova foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX na Bélgica, fora do contexto em que normalmente surgem as vanguardas artísticas. Vigorou entre 1880 e 1920, aproximadamente. Existia na sociedade em geral o desejo de buscar um estilo que refletisse e acompanhasse as inovações da sociedade industrial.
A segunda metade do século XIX marcou uma mudança estética nas artes, a inspiração na antiguidade vigorava desde o século XV, e as fórmulas baseadas no Renascimento começam a dissipar-se dando lugar a Arte Nova, que se opunha ao historicismo e tinha como tônica de seu discurso a originalidade, a qualidade e a volta ao artesanato.
A sociedade aceitou novos objetos, móveis, anúncios, tecidos, roupas, joias e acessórios criados a partir de outras fontes: curvas assimétricas, formas botânicas, angulares, além dos motivos florais.
Fosse chamado de “Jugendstil” (Estilo Jovem) na Alemanha, “Modernistas” na Espanha, “Sezessionstil” na Áustria, “Stile Liberty” na Itália ou “Style Moderne” na França, o Art Nouveau era facilmente reconhecível pelas linhas graciosas, exageradas e espiraladas, traços alongados formando arabescos e entrelaçamentos de folhagens e flores e graças a isso ficou conhecido também como “estilo floral”.
Principais características da Art Nouveau:
  • Exuberância decorativa, formas ondulantes e elegantes;
  • Era industrial quebra a autoridade das formas clássico- histórica;
  • Arquitetura dos séculos XVIII ao XIX foi de revivescência;
  • Novos materiais e tecnologias favorecem essa ruptura radical;
  • Formatos de folhagens e contornos sinuosos usados a exaustão, principalmente o formato do lírio aquático;
  • Orientado basicamente para o design;
  • A decoração torna-se elaborada e exótica, as vezes mórbida;
  • O sentido ascendente, entrelaçado e sugere o mover das árvores e das chamas;
  • Com influências das gravuras japonesas, do barroco e do rococó francês.
ARTISTAS E OBRAS
Foi usado com a máxima de eficiência na arquitetura de Antonio Gaudí e do belga Victor Horta, além de aparecer em design de interior por todo o período, em geral.
Na Espanha se destaca a Casa Milá, de Antoni Gaudi pela ausência de linhas retas e planas, a construção parece moldado por algum material mole que depois seca. E as aberturas arredondadas sem simetria dão a sensação de algo gasto pela erosão.
O belga Henry van de Velde – foi um dos maiores expoentes da arquitetura da Art Noveau e pioneiro da Bauhaus.
Alfons Mucha, foi símbolo da Art Noveau em Praga, Republica Checa.
Hector Guimard, autor da edícula da estação do metrô Porta Dauphine em Paris.
O local onde a Art Nouveau foi mais elegante foi na Escócia, em uma escola de Glasgow, principalmente pelo trabalho do arquiteto Mackintosh. A linha tinha um caráter decorativo e linear, tensa e elegante.  Onde era desenvolvida uma ornamentação simbólica, independente da função estrutural do objeto.
O pintor Gustav Klimt interpretou de maneira própria a Art Nouveau em seus quadros.
Outros artistas importantes, além dos citados: Aubrey Beardsley, René Lalique, Charles Rennie, Louis Comfort Tiffany.
ROMANTISMO NA PINTURA BRASILEIRA

Pedra da Mãe d'Água, Felix Taunay, C. 1850, MASP
O romantismo teve sua gestação na Europa e caracterizou-se, parcialmente, como uma reação ao classicismo e suas derivações, sendo que estas influências, entretanto, continuariam deixando seus traços em nossas artes, antes e depois do romantismo. Embora algumas obras de arte europeia já revelassem características românticas nos finais do século 18, só no início do século seguinte o movimento se estruturou e popularizou.
O romantismo elegeu a emoção, a individualidade, a alma, os sentimentos e as manifestações exageradas de afeição como forma de expressão artística. Relegou para segundo plano os padrões rígidos coletivos, o equilíbrio e a razão. O artista deveria seguir sua intuição e fugir dos "grilhões" acadêmicos, clássicos e neoclássicos que então dominavam a produção estética. Como opções artísticas, os românticos admiravam a natureza selvagem, com suas trovoadas e aguaceiros, o nascer e o pôr-do-sol, os seres humanos simples do interior, a religião cristã como companhia ideal do ser humano, as viagens ligadas a conteúdos sentimentais, a Idade Média, com seus cavaleiros, castelos e castas senhoras.

O voto de Heloísa, Pedro Américo,
1880, MNBA

O último tamoio, Rodolfo Amoedo, MNBA
Já veremos de que modo esta visão do mundo se projetaria no Brasil, onde haveria talvez, as damas puras, mas não os castelos. Da mesma forma que acontecera com o barroco e o neoclassicismo, também o romantismo chegou tardiamente ao país, a partir de cerca de 1830 e perdurando até 1880, quando seria substituído definitivamente pelo realismo.

Naufrágio do Sírio, Benedito Calixto, 1907, M. A. Sacra, São Paulo
Entre 1831- 40, no período da Regência, os brasileiros encontraram-se quase subitamente entregues ao seu próprio destino, atores políticos sozinhos e únicos, tendo que ser governantes e governados, e ainda por cima envolvidos em questões internas, que colocavam, de um lado, os monarquistas do Partido Conservador e, do outro, o Partido Liberal, que ambicionava para o destino da Nação uma federação republicana. Teve então o país a sorte de contar com homens públicos de grande competência, que logo trataram prudentemente de elevar ao poder o Imperador D. Pedro II, com apenas quinze anos de idade, assim evitando as lutas internas, que poderiam ter esfacelado o país.

Moema, Vitor Meireles, 1866, MASP
O romantismo brasileiro não endeusou os castelos medievais, nem as lendas dos cavaleiros e das senhoras que ficavam esperando, por anos a fio, que eles voltassem das guerras. Mas a transposição dessa mitologia para as artes nacionais foi engenhosa e entusiástica, melhor diríamos, patriótica, ufanista e nacionalista, conforme resumiu posteriormente Joaquim Manuel de Macedo (Noções de Corografia do Brasil, Rio de Janeiro, 1873 - escritor mais conhecido por ser o autor da encantadora novela A Moreninha).

Joana d'Arc, Pedro Américo, 1884, MNBA

Floresta brasileira, M. A. Porto-Alegre, 1853
Os românticos nacionais cultivavam alguns temas preferidos:
A NATUREZA
   "A natureza brasileira é opulenta e sublime ...sua vastidão territorial não tem similar em nenhum continente...todas as esquadras do mundo (caberiam) nos ancoradouros da baía do Rio de Janeiro...(aqui) os rios e o mar livremente se comunicam...a bacia do Amazonas não tem rival no mundo, nem em majestade pela vastidão e profundidade, nem em beleza por seus variados primores...(a nossa natureza)...é pródiga e nos doa à farta resinas preciosas, madeiras de construção, cacau, castanha, salsaparrilha, cravo, carnaúba e muitas outras coisas." Neste caso, a omissão dos principais produtos agrícolas de exportação queria provar que o Brasil não era só açúcar e café, e que poderia rapidamente transformar-se em potência industrial, para isso precisando de emigrantes europeus qualificados.
   A Religião Católica Apostólica Romana é a religião do Império: porém, todas as outras religiões são permitidas, com seu culto doméstico ou particular... (contudo) sem forma alguma exterior do templo. A Maçonaria, a quem pertenciam numerosas personagens da elite, e as religiões afro-brasileiras, são cuidadosamente esquecidas.

Independencia ou Morte, Pedro Américo, M. Paulista, 1888
O POVO BRASILEIRO
   Os costumes patriarcais continuam a marcar o espírito, o sentimento, a prática e a benevolência da hospitalidade (esta permanece especialmente intocada no interior do país); generosa grandeza do caráter, enfim, trata-se daquele homem "cordial" sobre o qual teorizou o historiador Sérgio Buarque de Hollanda um século depois. "...A senhora brasileira é mais religiosa, mais benéfica, abnegada e heróica...(apesar de suas fraquezas) sempre melhor que o homem...rica ou pobre é o tipo de mãe extremosa, o que talvez leva à exageração do amor maternal...o caráter das brasileiras desafia a comparação de honestidade e recato com todas as senhoras das mais moralizadas nações...não há, em país algum, irmãos mais ou tão irmãos, como os brasileiros irmãos...todos os brasileiros são iguais perante a lei, mas particularmente perante o sentimento nacional, não importando sua origem europeia, índia, negra ou mestiça..." Que falta de pudor escrever estas inverdades em 1873, quando a própria Lei Áurea, que extinguiu a escravatura no Brasil, só foi sancionada em 1888!

D. Pedro I a bordo da fragata União,
Oscar Pereira da Silva

Batalha do Avaí, Pedro Américo, 1872, MNBA
O PAÍS DA PAZ
   "...O Brasil goza de uma paz privilegiada, otaviana (em referência ao Imperador romano) excepcional num mundo dominado por paixões políticas e até fratricidas e fruto da sabedoria e da bondade de um Imperador...(que tem a sorte de exercer o poder beneficiado) pelas qualidades das leis e das instituições nacionais e também da boa índole dos brasileiros..."

A messalina, Henrique Bernardelli. MNBA

A caridade, Zeferino da Costa, 1872, MNBA
Não custa aqui identificar alguns traços do ufanismo que serviu de ideologia à ditadura militar de 1964 - 85. Parece impossível imaginar que alguém tivesse coragem para contar tais mentiras "patrióticas" a respeito de uma nação que vivera a Guerra do Paraguai e praticava o tráfico de escravos.

Cena com indios, J. B. Debret
Em medidas variáveis, alguns artistas aderiram nessa época à nova ideologia (grossomodo entre 1830 - 80) porém sem se confessarem "fielmente" românticos. Hoje, a classificação de romântico pode continuar aplicando-se a certos artistas e a certas obras, aqueles que exprimirem seus sentimentos com exacerbação e paixão, suplantando o equilíbrio e a razão.
Mas abordar a produção romântica com esta leitura desvirtuaria o nosso curto texto, que pretende, simplesmente, localizar obras românticas em seu contexto histórico brasileiro. Alguns temas dos românticos europeus - como os orientalistas, com seu interesse pela África do Norte - foram substituídos pelo indianismo, para o que certamente bastante contribuíram, sobretudo, Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas e outros artistas estrangeiros que por aqui estiveram, no século 19.
A representação de heróis nacionais desbravando florestas e vencendo perigos é outro assunto querido dos românticos. Vamos referir alguns temas e obras de conteúdo romântico,  no período aproximado da vigência deste movimento entre nós.

Bandeirantes, H. Bernardelli, MNBA.
1. HEROIS
Henrique Bernardelli (Bandeirantes, MNBA); Oscar Pereira da Silva (D. Pedro a bordo da Fragata União); Pedro Américo (Independência ou Morte, Museu Paulista; Batalha do Avaí e Joana d'Arc, ambos no MNBA).
2. SENTIMENTOS E PAIXÕES
Figueiredo e Melo (Francesca de Rimini, MNBA); Pedro Américo (Voto de Heloisa, MNBA). Zeferino da Costa (A Caridade, MNBA).
3. SENSUALISMO FEMININO
Oscar Pereira da Silva (Escrava Romana, na Pinacoteca do Estado de SP); Henrique Bernardelli (Messalina, MNBA); Zeferino da Costa (A Pompeiana, MNBA).

a)
44.José Maria de Medeiros (Iracema, MNBA); Rodolfo Amoedo (Marabá e O Último Tamoio, ambos no MNBA); Vitor Meirelles (Moema, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand); Pedro Américo (Rabequista Árabe, MNBA).
5. A PAISAGEM, seus encantos e mistérios
Felix Emile Taunay (Mata reduzida a carvão, MNBA, e Pedra da Mãe d’Água, MASP). Benedito Calixto (Naufrágio do Sírio, Museu de Arte Sacra de SP); Porto - Alegre (Interior de Floresta, Museu Júlio de Castilhos, RGS); Friedrich Hagedorn (Vista do Rio de Janeiro, Museus Castro Maya, RJ); Debret e Rugendas em suas Viagens Pitorescas apresentam o interior bucólico do Brasil de florestas e gentes, com muitas inspirações românticas.

hiper-Realismo

O termo remete a uma tendência artística que tem lugar no final da década de 1960, sobretudo em Nova York e na Califórnia, Estados Unidos. Trata-se da retomada do realismo na arte contemporânea, contrariando as direções abertas pelo minimalismo e pelas pesquisas formais da arte abstrata. Menos que um recuo à tradição realista do século XIX, o "novo realismo" finca raízes na cena contemporânea, dizem os seus adeptos, e se beneficia da vida moderna em todas as suas dimensões: é ela que fornece a matéria (temas) e os meios (materiais e técnicas) de que se valem os artistas. A série de exposições realizadas entre 1964 (O Pintor e o Fotógrafo, Universidade de Novo México, Albuquerque) e 1970 (22 Realistas, Whitney Museum, Nova York) assinala o reconhecimento público da nova vertente. Hiper-realismo ou foto-realismo, como preferem alguns, os termos permitem flagrar a ambição de atingir a imagem em sua clareza objetiva, com base em diálogo cerrado com a fotografia. Os hiper-realistas "fazem quadros que parecem fotografias", afirma o crítico Gilles Aillaud por ocasião de uma exposição no Centro Nacional de Arte Contemporânea de Paris, em 1974. A frase traduz uma reação corriqueira diante das obras, o que não quer dizer que os artistas deixem de assinalar as diferenças existentes entre pintura e fotografia. Richard Estes (1932), um dos grandes expoentes do novo estilo, é enfático: "Não acredito que a fotografia dê a última palavra sobre a realidade". Mesmo assim, afirma, "o foto-realismo não poderia existir sem a fotografia".
Imagem representativa da obras.d.

Autores da obra: 

Imagem representativa da obra
Art Nouveau ou Arte Nova foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX na Bélgica, fora do contexto em que normalmente surgem as vanguardas artísticas. Vigorou entre 1880 e 1920, aproximadamente. Existia na sociedade em geral o desejo de buscar um estilo que refletisse e acompanhasse as inovações da sociedade industrial.
A segunda metade do século XIX marcou uma mudança estética nas artes, a inspiração na antiguidade vigorava desde o século XV, e as fórmulas baseadas no Renascimento começam a dissipar-se dando lugar a Arte Nova, que se opunha ao historicismo e tinha como tônica de seu discurso a originalidade, a qualidade e a volta ao artesanato.
A sociedade aceitou novos objetos, móveis, anúncios, tecidos, roupas, joias e acessórios criados a partir de outras fontes: curvas assimétricas, formas botânicas, angulares, além dos motivos florais.
Fosse chamado de “Jugendstil” (Estilo Jovem) na Alemanha, “Modernistas” na Espanha, “Sezessionstil” na Áustria, “Stile Liberty” na Itália ou “Style Moderne” na França, o Art Nouveau era facilmente reconhecível pelas linhas graciosas, exageradas e espiraladas, traços alongados formando arabescos e entrelaçamentos de folhagens e flores e graças a isso ficou conhecido também como “estilo floral”.
Principais características da Art Nouveau:
  • Exuberância decorativa, formas ondulantes e elegantes;
  • Era industrial quebra a autoridade das formas clássico- histórica;
  • Arquitetura dos séculos XVIII ao XIX foi de revivescência;
  • Novos materiais e tecnologias favorecem essa ruptura radical;
  • Formatos de folhagens e contornos sinuosos usados a exaustão, principalmente o formato do lírio aquático;
  • Orientado basicamente para o design;
  • A decoração torna-se elaborada e exótica, as vezes mórbida;
  • O sentido ascendente, entrelaçado e sugere o mover das árvores e das chamas;
  • Com influências das gravuras japonesas, do barroco e do rococó francês.
ARTISTAS E OBRAS
Foi usado com a máxima de eficiência na arquitetura de Antonio Gaudí e do belga Victor Horta, além de aparecer em design de interior por todo o período, em geral.
Na Espanha se destaca a Casa Milá, de Antoni Gaudi pela ausência de linhas retas e planas, a construção parece moldado por algum material mole que depois seca. E as aberturas arredondadas sem simetria dão a sensação de algo gasto pela erosão.
O belga Henry van de Velde – foi um dos maiores expoentes da arquitetura da Art Noveau e pioneiro da Bauhaus.
Alfons Mucha, foi símbolo da Art Noveau em Praga, Republica Checa.
Hector Guimard, autor da edícula da estação do metrô Porta Dauphine em Paris.
O local onde a Art Nouveau foi mais elegante foi na Escócia, em uma escola de Glasgow, principalmente pelo trabalho do arquiteto Mackintosh. A linha tinha um caráter decorativo e linear, tensa e elegante.  Onde era desenvolvida uma ornamentação simbólica, independente da função estrutural do objeto.
O pintor Gustav Klimt interpretou de maneira própria a Art Nouveau em seus quadros.
Outros artistas importantes, além dos citados: Aubrey Beardsley, René Lalique, Charles Rennie, Louis Comfort Tiffany.

Romantismo no Brasil


Romantismo no Brasil teve como marco inicial a publicação do livro de poemas de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), intitulado "Suspiros poéticos e saudades", em 1836.
Além dessa obra, a Revista Niterói, publicada nesse mesmo ano em Paris, também foi precursora do movimento romântico na Brasil.
Esse período é caracterizado por manifestações culturais, artísticas e literárias iniciadas na Europa no século XVIII.

Principais Características

Iracema
Iracema (1884) de José Maria de Medeiros (1849-1925)
As principais caraterísticas da literatura romântica no Brasil são:
  • Rompimento com a tradição clássica;
  • Amor platônico, idealismo;
  • Idealização da mulher;
  • Subjetivismo e egocentrismo;;
  • Indianismo (tema do índio);
  • Nacionalismo e ufanismo;
  • Culto à natureza;
  • Sentimentalismo exacerbado;
  • Maior liberdade formal;
  • Religiosidade;
  • Evasão e escapismo.

Gerações Românticas

O Romantismo no Brasil está dividido em três fases:

1ª Fase Romântica

As características da primeira geração romântica é o Nacionalismo e o Indianismo.
Aqui os escritores exploram temas como: natureza, sentimentalismo, religiosidade, ufanismo, nacionalismo.
Nesse sentido, o indianismo, expressa uma das buscas aos temas nacionais, visto que o Brasil havia conquistado sua independência pouco antes, em 1822.
Interessante notar que nessa fase, os autores buscam um retorno ao passado histórico bem como ao medievalismo.
Nesse momento, merecem destaque os autores:
Leia mais:

2ª Fase Romântica

Conhecida como a geração do “Mal do Século” ou “Ultrarromântica”, a segunda geração romântica foi profundamente influenciada pela poesia do inglês George Gordon Byron, (1788-1824). Por isso, é muitas vezes chamada de geração “Byroniana”.
Marcada por aspectos negativos, a poesia desse período romântico é permeada dos temas: egocentrismo, negativismo, pessimismo, dúvida, desilusão, boêmia, exaltação da morte e fuga da realidade.
No Brasil, os principais escritores dessa geração foram:

3ª Fase romântica

Chamada de “Geração Condoreira”, a terceira geração romântica é caracterizada pela poesia libertária e social.
Com isso, o período está associado ao condor, águia da cordilheira dos Andes, com o intuito de revelar sua mais importante característica: a liberdade.
Vale lembrar que essa geração sofreu muita influencia do escritor francês Victor-Marie Hugo (1802-1885), daí ser conhecida também como geração “Hugoana”.
No Brasil, seus principais representantes foram:

Curiosidade

prosa romântica brasileira foi marcada pelos estilos dos textos, não por gerações, como aconteceu com a poesia. Alguns estilos que se destacaram são:

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